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segunda-feira, outubro 21, 2013

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ANATEL TERÁ NOVAS ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO DO HF

Estações estarão integradas com congêneres das Forças Armadas e cobrirão boa parte do território nacional. LABRE foi citada em minuta da ANATEL


A ANATEL abriu no último dia 10 de outubro de 2013 uma pesquisa de preços para a “aquisição de estações para a monitoração do espectro radioelétrico e radiolocalização em LF, MF e HF, serviços de montagem, instalação e integração, treinamento e garantia de pleno funcionamento do sistema”.

Segundo a minuta serão 4 estações completas aptas ao monitoramento dos
30 kHz aos 30 MHz munidas de antenas especializadas, demoduladores, SDRs, “radiogoniometria utilizando técnicas de múltiplos sítios e sítios únicos” com “super-resolução, permitindo a localização independente de múltiplos emissores operando simultaneamente numa mesma frequência, adequada portanto nas faixas de uso compartilhado”, operação multiusuário integrada em rede “permitindo o compartilhamento dos recursos por todas as representações regionais da Anatel e por entidades conveniadas”.

As estações estarão localizadas nas regiões Sul, Centro Oeste, Norte e Nordeste, em instalações dedicadas. Suas localizações foram projetadas tendo em vista a integração com outras estações monitoras existentes das Forças Armadas, provendo melhor cobertura e maior precisão no território nacional.

A aquisição faz parte do esforço da ANATEL para cumprir exigências de gestão e controle espectral devido demandas provocadas pelos Grandes Eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Após os eventos, as estações e o pessoal treinado serão um legado nacional material, técnico e intelectual para seguir com os trabalhos de monitoramento espectral e fiscalização.

A LABRE - Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, através do GDE – Grupo ad-hoc de Defesa Espectral, participou de todas consultas públicas sobre aquisição das estações monitoras oficiais relevantes ao serviço. Nesta ocasião a ANATEL citou na minuta argumentos e denúncias da LABRE para fortalecimento do monitoramento no Brasil:

"A Consulta Pública n° 07 de 2013, sobre aquisição do Sistema de Monitoramento do Espectro em VHF, UHF e SHF, recebeu contribuição da LABRE - Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, cuja justificativa cita o seguinte: ‘A LABRE manifesta preocupação com as recentes minutas referentes às aquisições de equipamentos para monitoramento que não contemplem também as frequências baixas, neste caso aquelas abaixo dos 30 MHz, atingindo o HF – MF - LF. Estes segmentos são de importância para execução de comunicações militares, do setor aéreo, utilitárias, radiodifusão, radioamadores em apoio às comunicações emergenciais (RENER – Rede Nacional de Emergência dos Radioamadores), etc. Tecnologias PLC (Power Line Communication)– mesmo na modalidade Narrow Band – demandam redobrada atenção dada as características profundamente interferentes destas redes. A LABRE defende que a Anatel esteja com capacidade renovada de monitoramento também no HF-MF-LF. Considerando o legado derivado das aquisições, a redução da frequência mínima atende ao monitoramento de uma gama maior de espectro e serviços, maximizando o custo/benefício com a utilidade ampliada das aquisições. A inclusão do SSB deve-se à sua ampla utilização em frequências baixas".

Prossegue a ANATEL:

"Adicionalmente, tendo ainda em mente os objetivos estratégicos inicialmente apontados, cabe destacar que o sistema de monitoração da “International Amateur Radio Union - IARU”, organismo que trabalha junto à UIT nas discussões sobre o Serviço de Radioamador, tem detectado sistematicamente ao longo dos últimos anos, em algumas bandas do serviço, a presença de transmissões originadas no Brasil por não autorizados, o que traz repercussões negativas à imagem do país.
Preocupada com o cenário, A “Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão – LABRE” - desde outubro de 2012 voltou a representar o Brasil no Sistema de Monitoramento da IARU. A missão é identificar os sinais invasores no espectro alocado ao Serviço de Radioamador, compartilhar informações com os monitores e estabelecer apoio mútuo internacional para soluções das interferências, em parceria com as administrações nacionais de telecomunicações".

"Tal iniciativa porem carece de suporte compatível por parte dos organismos oficiais, em especial em decorrência de restrições instrumentais para atuação da Agência de forma eficiente na identificação de usuários não autorizados".

"Possivelmente, os fatores que contribuem para o uso indevido do espectro são: boa propagação das ondas de rádio a longa distância, facilidade de aquisição e instalação de equipamentos transceptores e a falta de recursos para fiscalização ostensiva pelos órgãos competentes."

Sobre a utilização do HF, a ANATEL considerou:

"Verifica-se também que, mesmo com os avanços nas comunicações a longa distância via satélite, as comunicações em baixas frequências há muito vem sendo discutidas por órgãos de telecomunicações ligados ao governo de alguns países, em virtude do surgimento de novas tecnologias digitais que permitiram uma melhoria significativa na qualidade das transmissões nestas faixas de freqüências (...)"

"Além da utilização pelas forças armadas que atuarão na segurança nos Grandes Eventos, as faixas de HF e abaixo são também utilizadas como meio alternativo em caso de falha dos sistemas convencionais além de prover canais de emergência, rádio frequências específicas de uso internacional (International Distress Frequency), designadas para comunicações apenas em caso de necessidade extrema pelos órgãos aeronáutico e marítimo".

"Para tanto, é essencial que a Anatel possua recurso de monitoração e radiolocalização que garanta a operacionalidade desses sistemas de telecomunicações, e que possibilite detectar e solucionar possíveis interferências prejudiciais nas comunicações e o uso indevido do espectro nas faixas de LF/MF/HF, inclusive nas regiões onde se darão os Grandes Eventos Internacionais".

"Após os Grandes Eventos Internacionais, a solução de monitoração do espectro radioelétrico e radiolocalização em LF, MF e HF permanecerá disponível para que a Agência controle, de forma contínua e efetiva, o uso do espectro de radiofrequências".

A minuta pode ser lida na íntegra através do seguinte link:

((•)) Ouça este post

3 comentários:

Gilvan Pereira disse...

Espera para ver, onde isto vai chegar

André Luiz disse...

a corda só vai apertando né?!

Joao Henrique disse...

como tudo nesse país não vai dar em nada pois sabemos da qualidade da prestação do serviço publico são na grande maioria uns vendidos os servidores das autarquias então é ilusão achar q algo mudará

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TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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