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quinta-feira, abril 26, 2012

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Aprenda a calcular o cabo coaxial de forma simples

Olá amigos!
Nesta mesma página, o assunto de "medida de cabo coaxial" já foi deveras explicado, então vou ensiná-los de forma simples a calcular o tamanho do cabo coaxial de sua estação, seguindo uma regra bem explicativa, de forma que jamais esqueça.

A radiofrequência, mais conhecida como RF, viaja no espaço na velocidade da luz, que é de 300.000 km/s ou seja, trezentos mil quilômetros por segundo; rápido pra caramba.
Nos cabos coaxiais esta velocidade não é a mesma, ela muda de acordo com o material utilizado pelo fabricante do cabo, viajando em velocidades bem diferentes.
Esta velocidade também muda se o cabo for novo ou velho (velho com mais de cinco anos de exposição ao tempo). 
Enquanto o cabo é novo, vale as especificações do fabricante. Nos cabos com mais de cinco anos, é necessário um equipamento analizador de antenas para fazer a diagnose, e claro, refazer as medidas, senão quem perde é sua Estação. Não existe esse papo ignorante de que cabo não tem medida, cabo tem medida e antena tem medida. Quando você utiliza um analizador de antenas, ele acusa a perda, dbm, dbrl, dbi, etc... que está diretamente ligado à qualidade da linha de transmissão, e o cabo faz parte desta linha.
Vamos partir da premissa do fator de velocidade do cabo, mas ninguém entende o que seria essa velocidade em percentual;
vou explicar:

Imagine que você esteja utilizando o cabo RGC213. Este cabo possui .82% da velocidade de 300.000 km/s, entendeu?
A perda dele para a velocidade de 300.000 km/s é de 18%, ou seja, se ele tem perda, necessita de medida para compensar.
Acabei de ligar para a empresa TST - Tecnologia e Sistemas de Telecomunicação LTDA. Liguei para tirar a dúvida sobre o percentual de velocidade do cabo RGC58, e fiquei feliz em saber que o fator é o mesmo do RGC13. Se me informaram errado, por favor, façam uma postagem corrigindo que refaço toda a conta.
Bem, se o fator do cabo RGC58 é de 82%, fico feliz, e sei que você também, porque é economicamente viável e normalmente não transmitimos com mais de 100 watts, então, supre nossa necessidade.

Vamos ao exemplo:
Suponhamos que você vai instalar uma antena para da faixa do cidadão, sendo a referência da faixa em 27.000 MHZ. Você não pode calcular para 27.205, nem para 27.215. Deve ser calculado para 27.200 ou 27.210, mas vamos ao exemplo citado acima, 27.000 para facilitar.

Vamos supor que necessite de cerca de 20 metros de cabo RGC58, do rádio até o conector da antena.
O fator de velocidade de RF no cabo, para o RGC58 é de 0,82
A média da frequência que utilizaremos é de 27.000MHZ

Vamos ao cálculo:
Múltiplo 1/2 onda = (300.000/ [2 x 27.000]) x 0,82
Muita gente não sabe fazer esta conta, mas vou ensiná-los, pois aqui não há espaço para soberba. Se eu estiver errado, me corrijam por favor, pois não sou tão bom em matemática assim.

Temos que resolver primeiro o que está dentro do colchete, então vamos lá.
Temos 2 x 27.000 = 54.000 (não esqueça de devolver os 3 zeros subsequêntes)
Vamos lá, continua dentro do colchete os 300.000 com sinal de barra, que é o mesmo sinal de divisão. Então é 300.000 dividido pelo valor de 54.000.
300.000 / 54.000 = 5.55 (e um monte de cinco que você pode ignorar) e este resultado, 5.55 multiplicamos por 0,82 que é o fator percentual de velocidade do cabo, que dará o resultado = 4.551
Ou seja, 4 metros e cinquenta e cinco centímetros e um milímetro.

Então você precisa de 20 metros em média, certo?
Vamos lá outra vez.
(20 metros / 4.551)= 4.394 (20 metros "dividido" por 4.551)= 4.394

Como não podemos ter múltiplos fracionados, arredondamos para 4 ou 5.
4 múltiplos de 4.551m = 18.20,4 dezoito metros, vinte centímetros e quatro milímetros
5 múltiplos de 4.551m = 22.75,5 vinte e dois metros, setenta e cinco centímetros e cinco milímetros

Se você utilizar esta fórmula, vai encontrar diversas medidas de cabo para diversas frequências, basta fazer como pede o enunciado.
O que você vai fazer é o seguinte:

Multiplo de 1/2 onda = (300.000/2x[FREQUENCIA]) x FATOR VELOCIDADE

Eu podia ter usado a frequência de 27.400, mas não surgiu esta idéia, e o resultado não seria tão diferente, mas tente fazer utilizando esta regra, utilizando calculadora, papel e caneta, assim serve como exercício de fixação.
Atualização:
Para cabos com 60% de malha (antigos), vale a regra acima, mas para cabos com 90% de malha, não necessita medida.
Grande abraço a todos e bons DX's!!
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5 comentários:

gilmar da capital da musica disse...

Andre parabens pelo topico vai ajudar muita gente sem nosao icrusivel eu e o seguinte Andre na minha cidade eu so encontrei o RG58 e presiso esatamente desta medida.Agora a pergunta e sao 20 metros ou 22,75,5 milimetro estou voutando no px mas repparei que por aqui a faixa esta morrendo. se vc puder me ajudar com esta duvida,vc esplicou direitinho so que minha cabeça na funsiona muito bem

gilmar da capital da musica disse...

Parabens pelo topico vai ajudar muita gente sem nosao encrusivel eu e o seguinte Andre ta tudo bem esplicadinho e eu presiso esatamente desta medida,aqui na minha cidade eu so emcontrei o RG58.a minha pergunta e sao 20 Metros ou 22,75,5 estou voutando no px mas reparei que por aqui a faixa esta morendo. se vc puder tirar esta duvida nao e gozaçao nao viu ANDRE e que devido ums problemas de saude eu tenho sertas dificuldades para comprende as coisa des de ja agradeso

Nilander Morais disse...

boa tarde,andre,segui o seu calculo e fiz as contas certinho,no meu caso eu preciso de 7,00 mts de cabo,entao multipliquei 7 mts por 1,539 que foi o resultado da conta que fiz,e deu 1,539 ,multipliquei por 4 ainda nao deu,entao multipliquei por 5 e deu 7,695 mts,esta correta essa conta?desde ja agradeço pela informaçao e te dou os parabens pela iniciativa,obrigado.

Iron disse...


Olá André - Parabéns pela a iniciativa. Olha não tenho certeza, mas o fator de velocidades dos cabos RG-58 E RGC-213 são diferentes:=- Tenho aqui estas informações: FATOR DE VELOCIDADE DO RG-58 = 0,67 - e do RGC 213= 0,82. - Valeu

Jefferson Borges disse...

É isso mesmo

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TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

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7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

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Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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