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sexta-feira, dezembro 26, 2014

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Fabricantes brasileiros de equipamentos para radioamador - Parte 2: Delta e Eudgert

Delta
O mais conhecido de todos os fabricantes de equipamentos nacionais para radioamadores, a Delta foi fundada em 1950 por Felicíssimo de Oliveira Junior, Fernando Oliveira e Gino Pereira dos Reis e era estabelecida em São Paulo. Naquele mesmo ano importaram monoblocos da Geloso italiana, passando a produzir o Delta 208, um receptor de AM. Em seguida lançaram o receptor Delta 209, com BFO.
Produzindo seus próprios monoblocos, lançou o receptor Delta 309. O primeiro transmissor de AM foi o Delta Geloso 210, cópia do Geloso 210, com a válvula 807 na saída. Em 1962 lançaram o Transmissor Delta 310. Pouco tempo depois introduziram algumas alterações nesse transmissor, rebatizado de Delta 310-1, e pouco tempo depois, o Delta 310-II. Também foi produzida uma unidade de potência chamada Delta 370 e um amplificador linear com 4 válvulas 811, o Delta 1000. No final da década de 1960 a Delta chegou a produzir um transmissor de SSB por rotação de fase, sem filtro mecânico (muito confundido com “DSB”) para as faixas de 40, 20 e 15 metros, o Delta 340. Caro e de difícil ajuste, o projeto não foi continuado, e poucas unidades desse modelo foram produzidas como protótipos, sendo que um deles está em minha coleção.
Pelo que pesquisei o Benito Vasquez, PY2BVF tem um e o Paulo Serafini, PY3BKT tem outro. Em 1970 lançou o Delta 100, um transmissor de AM para os 80 metros e o Delta 120, um transmissor de AM e CW para os 80 e 40 metros.
Delta DBR 500
Em 1975 a Delta lançou o Delta DBR 500, um transceptor SSB multibanda com 400 watts de potência, usando duas válvulas 6KD6 na saída, com recepção já transistorizada. Logo depois vieram os modelos DBR500 II e em 1982 o DBR550, este já com display digital incorporado. Em 1985 lançou seu primeiro radio VHF, o Delta DBR525, um transceptor sintetizado para 2 metros com memórias, subtom e 25 watts
de potência. No entanto, as condições do mercado como restrição para importação de componentes eletrônicos, altos encargos sociais e trabalhistas, tributação pesada, inflação, falta de materiais no mercado nacional, dolarização dos componentes, tudo isso aliado a concorrência desleal do contrabando, que colocava no mercado via “Paraguai” equipamentos mais sofisticados por um preço infinitamente menor, a Delta viu-se obrigada a encerrar suas atividades. Pelo que se sabe, poucos exemplares do Delta DBR-525 foram produzidos, não mais que seis, na condição de protótipos. Dois desses equipamentos estão em minha coleção, um deles lamentavelmente sucateado. A Delta encerrou suas atividades em 1987. 

Eudgert 
Fundada em 1965 por Gert Wallerstein, PY7ALC, Eudes Teixeira de Carvalho e Joaquim Guerra a Eudgert era sediada em Recife-PE e produziu transceptores multibanda SSB para as faixas de radioamador, os amplificadores lineares Ciclone 2000 e Ciclone 2000 A e também radios cristalizados de sete canais para a faixa do cidadão. Foram fabricados os seguintes modelos de transceptores:

400 A 1 – a partir de 1965, formam produzidos aproximadamente 50 peças
400 A 2 – Ouro A – produzido de 1965 a 1966 , já no formado clássico
400 A 3 – Ouro B – (com válvulas de 6 volts) produzido de 1965 a 1966
400 A 4 – Ouro C - (com válvulas de 12 volts) produzido de 1967 a 1969
400 A 5 – Diamante - (com recepção transistorizada) de 1970 a 1975
A Eudgert encerrou suas Encerrou suas atividades em 1975.

Adinei
PY2ADN
(Este texto é original do amigo Adinei Brochi, de Americana SP)
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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui apresento algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É normal a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso o conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento - limitadores de áudio. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento, mantenha intacto o ALC, ou solicite que seja feito por um técnico que tenha posse de instrumentação, como analisador de espectro, e "que saiba usar". Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível! Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento, lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas não estar ressonando corretamente. Desta forma, não adianta ter rádio potente se o restante da Estação está aquém.

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua Estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadores o chamaram para tomar um café e o conhecer, e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordial, e JAMAIS se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal e denuncie.

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→ WATTÍMETRO BIRD - SAIBA TUDO

APAGOU O PAINEL DO HANNOVER? Leia ↓

Não estamos tratando do painel LCD. Se as informações no LCD sumirem, basta clicar em Func e em seguida DW que é imediatamente reabilitado.

O painel Newligth (de letrinhas) do seu rádio Hannover (ou similares) está cada vez mais fraco, ou simplesmente não acende mais?

Algumas coisas você pode fazer "para evitar", para impedir que isso ocorra, então a primeira dica está na monitoração da fonte de alimentação ou, no caso de Estações móveis, o alternador.

Picos acima de 14v literalmente queimam o circuito que mantém o painel aceso, e para fazer essa leitura, "somente confie" se tiver em mãos um multímetro com congelamento de picos (Leitura Hold). Em ambos os casos se faz necessário essa monitoração. Então já sabe, o que causa a perda do recurso Newligth neste equipamento é falha na alimentação, o excesso de voltagem. Fique de olho, e mantenha em dia a manutenção de seu veículo ou fonte de alimentação.