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domingo, junho 30, 2013

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Wattímetro, em qual devo confiar?

Não há novos conceitos ou tecnologias avançadas quando se trata de medições de potência.
Temos no mercado wattímetros comuns, com apenas um ponteiro, e o famoso "Cross Needle", que faz leitura de potência irradiada e refletida simultaneamente.
(Indiscutivelmente  é instrumento indispensável!)
Entenda que, independente do tipo, marca e modelo, existem wattímetros passivos analógicos, ativos analógicos com leituras mais precisas e digitais, que por sua vez são, em tese, mais confiáveis. Tudo vai depender da construção, ou seja, da estrutura, e não esquecendo o principal, da aplicação.
No caso dos digitais, a taxa de bits do processador determina a qualidade e rapidez do bargraph.
O wattímetro AV-20 para HF (PX e Faixa de amador) é o melhor custo benefício do mercado  Clique aqui e confira o produto, é analógico/passivo, e tem ótima qualidade.
KW725
Os passivos analógicos no modo AM - Amplitude Modulada - funcionam melhor na posição PEP, mas definitivamente não fazem leitura PEP verdadeira "no modo SSB". Muito menos o famoso Bird 43, que é considerado o melhor wattímetro analógico e, de precisão. A leitura - Bird 43 - em Amplitude Modulada - AM - reflete sua inegável qualidade (fique atento no desgaste das pastilhas), já no modo SSB serve apenas para ajuste de rádios HF "com portadora no modo CW", ou seja, é portadora do mesmo jeito. Qualquer wattímetro analógico passivo "é lento" no modo SSB, e isso independe da construção/marca. Existe disponível no Ebay um circuito de leitura Hold para o Bird 43, o que poderia ampliar o uso e a aplicação.
PEP HOLD é o seguinte, explicando a grosso modo, seu rádio alcança 100 watts reais com portadora em CW, mas modula visivelmente cerca de 70 watts +- contínuos entre as vogais baixas e altas no modo SSB. A radiofrequência que o rádio emite não consegue vencer a inércia do ponteiro em tempo real - da voz, o ponteiro não acompanha a velocidade das palavras, mas a potência alcança os 100 watts, é o ponteiro que não consegue acompanhar a velocidade da voz. Então, se o seu wattímetro está "de verdade" com leituras defasadas  por conta da inércia do ponteiro, ele, na posição PEP HOLD, vai acusar os 100 watts reais naturalmente (lembrando que estou me referindo à wattímetros analógicos ativos), mostrando que a transmissão está flutuando entre os 70 watts em vogais baixas e a máxima de 100 watts em vogais altas. Os wattímetros analógicos - de ponteiro - ativos - possuem a função HOLD para mostrar os picos máximos "que são ignorados". Mas lembre-se, só vai acusar a potência máxima se o seu rádio estiver realmente com esta potência. 
PEP não significa leitura falsa, pelo contrário. É necessário mudar este conceito para entender como se dá este processo. Caso não entenda este post, leia-o novamente com atenção. Wattímetros analógicos "passivos" com leituras PEP é que "não podem servir de referência".
MFJ
A leitura mencionada acima - HOLD - só está disponível em wattímetros ativos (alimentados com 12v, 13,8v ou 110/220v). Jamais funcionam sem alimentação. Sem alimentação o ponteiro nem balança.

-Qual a diferença?
A diferença entre o wattímetro analógico passivo e o analógico ativo está na velocidade/tipo da leitura PEP. O circuito do wattímetro analógico ativo aplica um micro pulso que auxilia o ponteiro a trabalhar mais próximo da velocidade da voz, ajudando a leitura do ponteiro, vencendo a inércia do mesmo de forma mais rápida, enquanto o passivo depende unicamente da potência/voltagem que passa no instrumento para fazer leitura, tornando-a lenta, muita das vezes aquém, abaixo da real. Por isso repito, vai da construção, da estrutura e da qualidade dos componentes.
O wattímetro Bird 43 é profissional, e não é ativo, e é o mais confiável para medições de portadora. Para SSB, "na minha opinião", não serve de parâmetro, e confio apenas nos digitais ou em ativos com leitura HOLD. Não há o que discutir segundo meu ponto de vista.

-Como saber se um wattímetro passivo é de qualidade?
Primeiro, a construção do produto. Pela marca você "supõe" a qualidade do instrumento.
Verifique no mercado se o produto é clone de outro. Não que possuir este produto seja má ideia, mas os clones possuem peculiaridades  que diferenciam em alguma coisa do "original", justamente para não entrar naquela área que chamamos de plágio.Isso não quer dizer de jeito nenhum que os clones são inferiores. Alguns clones são ótimos, a exemplo o KW-725 e o Soundy do mesmo modelo. (Ambos são originalmente AVAIR) -  Os modelos KW525 e 325 também são fabricados pela AVAIR, assim como o Daemond. Pagar mais caro no Daemond é perda de dinheiro, o KW é a mesma coisa, mesmo fabricante, ambos cópias não fidedignas da Daiwa, ou, do Daiwa.
DAIWA 101L
A exemplo disso você pode comparar o Daiwa 101L e o KW725. A marcação de potência (cerigrafia) do Daiwa é mais próxima do correto, com erros de no máximo 3% para mais ou menos, enquanto a escala do KW725 é um pouco equivocada na escala de 30W. O instrumento - KW725 - em compensação, faz leitura - vence a inércia - mais rápido que o Daiwa. Eu possuo ambos, e gosto de ambos. o KW725 para algumas medições chega a ser melhor que o Daiwa.

Entenda que o mecanismo de ponteiro respeita a escala de funcionamento porque cálculo de potência nada mais é que um cálculo matemático.
Caso queira medições com maior precisão, escolha os instrumentos "digitais".
DICA:
→Wattímetros analógicos passivos de qualidade que recomendo:
Bird, alguns modelos da marca japonesa Comet e Daiwa, na minha opinião, são os mais confiáveis, embora os modelos CN101L, CN102L  e CN103L sejam ótimos, são lentos demais. Temos disponível no mercado também os precisos porém preguiçosos Nissei RS-102 e o ninja MFJ-872, que é rápido como Bruce Lee, embora seja passivo.
→Wattímetros analógicos ativos de qualidade:
Indubitavelmente o Alpha, Ameritron e MFJ (mesma empresa), Drake WH7, Hansen FS-910H, Palstar, Vectronics, SGC, Yaesu YS2000, Swan MW3000 sendo este sem leitura Hold /PEP, - ambos  mencionados são +- da mesma linha -, Kenwood SW2000, Radiocraft 3000 Pro e TENtec. Todos estes são, sem a menor dúvida, excelentes!
A leitura HOLD destes instrumentos é espetacular.
LP-100A
Wattímetro digital é o instrumento de maior confiança que o técnico pode possuir em seu laboratório para aferir potência, mas não pode, em hipótese alguma, ser qualquer marca.
Assim como os analógicos, o wattímetro digital depende da construção (projeto), de peças de qualidade, caso contrário apresentará valores surreais, além de ruídos na transmissão e amostragens de interferência no osciloscópio, como a exemplo o ATU Pró, que causa ruído em HF, algo que poderia ter sido corrigido, e não foi. Outro problema é a relação AVG x PEP, que em alguns instrumentos a medição chega a ser absurda, com erros nas leituras acima de 8%, portanto, se quer comprar um instrumento digital, definitivamente não compre olhando o lado direito do cardápio.
→Wattímetros digitais de confiança:
LP 100A ("na minha opinião" o LP-100A é o melhor wattímetro que existe) ALPHA-4520 não fica atrás, mas é raro de encontrar. O ELECRAFT W2, MFJ-826B e 828 é ótima relação custo x benefício e funcionam muitíssimo bem, mesmo com escalas de 16 bits, enquanto o LP100A é 32 bits; LDG DWM-4 também é muito bom.
MFJ-826B



((•)) Ouça este post

3 comentários:

Augusto PY3HAM disse...

Incluiria, na lista dos digitais de boa qualidade, os antigos modelos DP-810 e DP-830, da Daiwa... na minha opinião, muito bons!
Augusto - PY3HAM

Silva Bezerra disse...

Boa noite.
Alemao o watimetro avair 600 é analógico ativo ou passivo?
é que recebi um hoje aqui na estação.

André Luiz disse...

Passivo.
Muito bom, olha ai
http://www.eham.net/reviews/detail/2807

Sem instrumentos, não adianta!

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Consertando e ajustando pastilhas de wattímetro Bird

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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

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Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

Oferecimento:

PXJF YOUTUBEadio.com.br

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