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quarta-feira, outubro 10, 2012

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Rádio velho, rádio novo...

Por que alguns técnicos não trocam os rádios antigos, que utilizam transistores 2sc1969 por novos, que utilizam mosfets?

Se eu disser que um rádio, a exemplo do Superstar 3900, com apenas 20 watts, consegue fazer bons DX's, estarei errado?
-Não!

A diferença é a intensidade que o radio-operador vai ter em sua transmissão, e acredito que isso seja bem fácil de entender.
Com 20 watts de potência e uma boa antena, você consegue cruzar o oceano atlântico com facilidade. Na verdade, com 2 watts você faz isso, mas o problema é que hoje em dia não se investe mais em antenas, a neura agora é "potência", e só!
SUPERSTAR 3900

Por que a birra com os mosfets afinal?
Simples, aquecimento e consumo.
Rádios antigos não consomem muito, as fontes de alimentação, em sua maioria, sustentam um SS3900 com apenas 5A, mas em compensação, apresentam um problema típico, que é uma pequena portadora em SSB quando aquecidos.
Mas... o pessoal que trabalha na área técnica, que só pensa em resolver o problema, não a causa, palitam o bias do rádio na tentativa de resolver algo que desapareceria se essa cambada de zé faísca substituisse apenas um transistor pré-excitador, que pede penico quando exigido. (dica forte)

Por que eu insisto em ficar do lado dos mosfets?
Simples, sinal.

Se a propagação está ruim e você tem dificuldade de chegar bem com os rádios antigos, com os novos não tem essa novela. Você chega, mesmo que seja baixo, mas chega.
Se alguém fizer de conta que não está te escutando, comece a conversar com seu "amigo imaginário", e verá que em instantes alguém vai reclamar. Tem muita gentalha no rádio.

O lado negativo é destes rádios novos o consumo e o calor que eles trabalham, mas isso é tão fácil de resolver, quanto o problema em SSB que existe nos museus espalhados pelas estações do verde e amarelo.

Eu gosto de converter rádios antigos para mosfet, e a razão disso está na qualidade dos componentes destes rádios. Estes possuem a vantagem de não correr frequência, e já provaram por anos e anos de uso, a eficiência na faixa do cidadão.
Então você tem um rádio que, mesmo antigo, trabalha com 40, 50 watts, e mantém a mesma qualidade de recepção aliada a uma transmissão patada de elefante.
Dica:

Se você pretende adquirir um rádio usado, verifique todos os botões, um a um, e verifique também se não há folga ou mal contato nos carvões dos potenciômetros.
Verifique a potência de saída. Se não passar dos 8 watts em SSB, possivelmente os transistores não são originais, e você deve se lembrar que são caros, além de raros.
Se o rádio está chucrutado e a potência está original, cuidado!
Sabemos então que os rádios mais antigos não funcionam bem nos canais extremo-altos e extremo-baixos, e se estão "esticados", a potência vai cair exponencialmente, fazendo com que o rádio trabalhe em mais canais, porém, com menos potência. Ou seja, não vale a pena!
Vai cair a potência porque as bobinas que distribuem a potência deverão ser recalibradas, e não estão preparadas para trabalhar em regime além de 271 canais.

O circuito do tanque final (bobinas, varicaps e afins) destes rádios - mais antigos - não dão conta de trabalhar "nesse monte de canal", então, o "peão" palita essas bobinas na esperança de fazê-lo funcionar com a mesma potência em todas as frequências, e acaba por fazer o rádio ficar mais fraco em todos os canais. Sem contar os espúrios...

Rádios que se dão bem com chucrute possuem um casal de 2sc2312 na saída, ou, um trio de IRF520, tirando isso, não fica bom, nem tente!

Abraços!
((•)) Ouça este post

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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

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Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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