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quinta-feira, novembro 02, 2017

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Midland Alan 8001 S - Versão de transição

Quando a Alan se fundiu com a Midland, ambas empresas italianas, o design 8001 não ficaria de fora. Ganhava então um circuito diferenciado que tentava mascarar às características originais do produto, e era tido como "um novo conceito", que tinha como foco a possível certificação/homologação em países de dura fiscalização.

Contudo, o modelo S ainda estava longe de conseguir o feito... pois a mordaça nessa PCB não conseguia deter a demanda a qual foi projetado.


Para lograr sucesso e alcançar a tão sonhada certificação neste produto, garantir a possibilidade de comercializar um transceptor legalizado na maioria dos países, seria então necessário convencer os laboratórios de certificação que o produto oferecia exatamente o que era necessário, que estaria dentro dos padrões estabelecidos para com a maioria dos países, (algo muito difícil de alcançar por conta da estrutura do equipamento) e que oferecesse formas isoladas de fazê-lo, bloqueando recursos em separado, e um exemplo para ilustrar é o transceptor Hannover BR9000, que não possui o FM liberado no Brasil e tem apenas 80 canais, enquanto é possível alterar toda essa configuração. Ou seja, a empresa responsável pela homologação têm essa flexibilidade, o equipamento oferece estar dentro da lei local.


A empresa responsável pela comercialização têm total liberdade para controlar a quantidade de canais, os recursos agregados, assim como os modos de operação - AM/FM/CW/USB/LSB e  obviamente o controle da potência. 


Mas para se adequar, o produto necessitava de muitas adaptações... ao passo que cada visita ao laboratório de certificação para verificação tinha/têm um custo elevadíssimo (em qualquer país é muito caro), e ser reprovado nos ensaios laboratoriais para obtenção da certificação não era uma opção, motivo pelo qual a PCB do modelo 8001S foi substituída pela PCB do atual 8001XT, mudança que possibilitou posteriormente, a certificação do modelo na Europa e a possibilidade de homologação no resto do mundo. A PCB do 8001S foi reprovada 3x.
Mas engana-se quem pensa que o 8001S é ruim, pois na verdade, é um equipamento com muitas possibilidades, assim como o Alan 8001.
A briga foi para homologar o produto, tão somente!


O modelo em questão, 8001S, segue quase que rigorosamente os moldes do 8001XT, só que com a PCB do anterior ALAN 8001. Na verdade, o projeto para internacionalização do modelo XT sempre existiu, só que o objetivo era tentar aproveitar a estrutura física do modelo anterior, porque dessa forma seria possível economizar no custo do projeto. Contudo, essa intenção de economia esbarrava nos excessos existentes no projeto do ALAN 8001 inicial, que não tinha compromissos com exames laboratoriais... 

Portanto, se focarmos somente na potência desse modelo S, recurso que não possui um controle exato como vemos nos  rádios digitais, já teríamos um fator de reprovação em ensaios para certificação. Imagine se focássemos em tudo, largura de banda, espúrios, a bobina "com o diferencial"... nem estou tocando nos demais aspectos... Então, era necessário que houvesse uma ruptura com a utilização dessa PCB, era necessário algo novo, e por isso a Midland decide não continuar fabricando e utilizando uma placa que por anos sustentou a fama do lendário Alan 8001... e não é atoa, concorda?
Se a intenção é apenas aproveitar o layout do equipamento, o restante é secundário... inclusive o nome do modelo.

Para liberar os 400 canais, solde o jumper abaixo do trimpot e reinicie o equipamento com a tecla +10 e freq acionadas
Portanto, a potência original do modelo 8001s é a princípio baixa, 4w AM 12w SSB, bloqueada no próprio hardware, sendo necessária intervenção técnica a fim de resolver potência e liberar canais. 
(Lembre-se que o produto estava sendo produzido com  a esperança de certificação, e por isso é todo travado). 
A equalização das bobinas de FI para todos os bancos de canais é necessária, assim como a adição de alguns componentes para que a potência do equipamento cubra os almejados  400 canais, caso contrário, mal atenderá 80 canais.


Assim como no Midland 8001XT, a opção de verificação de frequência ou canal é um marco que separa, dicotomiza a Alan da Midland; o áudio é, de mediano a baixo naturalmente, e as limitações foram impostas no próprio circuito. E como todo bom Midland, não tem eco, mas tem a opção de instalação e a chave no painel; é como se tivesse o local do estepe no veículo e não viesse o estepe, coisa de projetista estúpido. Têm beep, com controle de liga e deliga no painel e tem leitor de estacionária manual. No S-meter não tem o recurso de leitura da modulação... mas tem no painel...
O recurso de leitor de modulação em AM até funciona caso o técnico faça uma intervenção no áudio, caso contrário, é outro recurso que imita o modelo anterior, é de enfeite, e só foi resolvido "de fábrica" no modelo posterior, o 8001XT. Ah, o controle de potência nesse modelo S é de enfeite!


A verdade é que não deixaram o Midland Alan 8001S ser o que foi projetado para ser, um equipamento bruto, forte, para DX, e tentaram hiperbolizar uma característica que ele não têm, que é ser um rádio "equilibrado", quando na verdade, tem potencial para muito mais. É como forçar um bodybuilder a se comportar como o personagem Salsicha, do seriado Scooby-Doo; não vai dar certo...

O recurso técnico na limitação de áudio para tentativa de certificação de alguns produtos é deveras mal feito, motivo pelo qual muitos equipamentos passam longe dessas análises.

A estrutura física do produto é robusta e bem construída, ideal para usuários de bom gosto, mas mantém os botões de borracha, o que invariavelmente destrói qualquer possibilidade de manter o equipamento bonito a longo prazo... a não ser que seja guardado na proteção da luz e calor, com sílica gel, o que lança outra pergunta... qual a razão de ter um equipamento para não usar? rsrs


Para quem acha que o produto não é original, atrás do mesmo, do lado do dissipador de calor você encontra essa placa de origem, o que ajuda muito descobrir se o rádio é ou não original.
Na foto abaixo, informações sobre o consumo e tensão.




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TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

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Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

Oferecimento:

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