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domingo, fevereiro 24, 2019

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MICROFONE - QUAL É O MELHOR, ELETRETO OU DINÂMICO?

Dificilmente você encontrará no mercado radiotransmissores que utilizam somente cápsula de microfone dinâmicos, portanto, a dica dessa postagem vale muito a pena você ler e compartilhar, principalmente com aquele seu amigo apaixonado por áudio.
  • É certo acreditar que a cápsula de um microfone fica ruim com o tempo?
Em alguns casos, a cápsula oxida e perde a sensibilidade de captação, o eletreto perde fácil, pode trocar a cada 5 anos sem medo. Se sentir que a cápsula dinâmica perdeu sensibilidade, depois de uns 10 anos de uso, o ideal é a substituição. As cápsulas dinâmicas que duram mais são as do Alan 8001. Tenho microfones do 8001 com mais de 30 anos que são melhores que os atuais.
A degradação acelerada tem a ver com o local de uso, como por exemplo Estações litorâneas ou expostas ao sol constante e umidade.
  • O que muda da cápsula de eletreto para a cápsula dinâmica?
No caso do eletreto, o timbre. Microfones novos realçam os agudos, "escutam" o sopro do "s" com legibilidade e os transmite com clareza, como se houvesse um tweeter piezoelétrico presente junto aos alto-falantes. Microfones velhos são menos sensíveis, e com a perda da sensibilidade, ficam realçados os tons mais médios, como se os "tweeters" da "caixa" estivessem queimados. Portanto, funciona, mas fica devendo na qualidade.
No caso das cápsulas dinâmicas novas não há esse realce no "s", como dito acima para com eletreto. As dinâmicas são mais equilibradas, mas quando ficam velhas, normalmente por conta da precariedade de conservação, nota-se o som abafado, afônico. Como se houvesse um travesseiro na frente.
  • É fácil saber o momento certo para substituir a cápsula do microfone?
Depende da "régua", do que você está usando para fazer a comparação. Tudo é bom ou ruim por comparação, é difícil mensurar qualidade de áudio tendo como referência microfones e rádios antigos. Você deve comparar os microfones antigos com produtos novos, sempre! No caso do eletreto essa percepção é gritante.
  • Sobre impedância e verificação de funcionamento:
Reparei alguns colegas verificando a "qualidade" da cápsula "antiga" pela mensuração da impedância, o que não é correto, pois, a verificação da impedância só é capaz de mostrar se a cápsula está funcionando ou não, quando o importante é a verificação da "qualidade da captação", que infelizmente não é possível mensurar através de um multi-testes.
  • Capsula de eletreto ou dinâmica? Qual é a melhor?
Original é sempre o melhor! Vale aqui as observações sobre qualidade por comparação, como dito acima, mas você pode mudar tudo se quiser, depende de você, do investimento que deseja fazer. Existem microfones amplificados de eletreto, como o Cobra HGM75, vide foto:
MICROFONE COBRA HGM75 AMPLIFICADO, ELETRETO
Em caso contrário, se quiser utilizar cápsula dinâmica no lugar de eletreto, precisa se lembrar de eliminar a alimentação (tensão) presente no cabo de alimentação. Cápsulas dinâmicas não utilizam tensão, como no caso o eletreto. Existe uma versão de microfone dinâmico Cobra M75, somente com cápsula dinâmica, vide foto:
MICROFONE COBRA M75 DINÂMICO
Os microfones HGM75 e M75 são muito semelhantes, a diferença é que o HGM75 usa uma bateria de 9v para alimentar o amplificador de áudio presente no próprio microfone, e possui controle de ganho de microfone presente na parte posterior do mesmo; é um microfone ativo. O modelo M75 não utiliza eletreto, é dinâmico e não têm controle de ganho de microfone e não utiliza bateria, é 100% passivo.
  • Qual é a diferença de uma cápsula de eletreto para uma cápsula dinâmica?
ELETRETO:
Basicamente, o funcionamento do microfone de eletreto é simples, o som passa por uma pequena abertura no microfone, essa abertura é protegida por um tecido fino, para evitar a entrada de sujeiras como poeira, que afetariam o funcionamento, e ao entrar, o som provoca a vibração de uma fina folha metalizada ( folha de mylar ) que é carregada permanentemente em relação ao terra da carcaça do microfone , dai o nome  “eletreto”. A imagem abaixo ilustra bem, observe:


O transistor FET recebe este pequeno sinal elétrico captado pela folha de mylar, amplifica esse sinal, e depois de amplificado sai pelo pino de dreno do transistor que está na saída do microfone de eletreto. 


Como você acabou de verificar, o funcionamento é muito simples, e a cápsula de eletreto "em nosso caso" é sim muito interessante, pois conserva a qualidade e a integridade do áudio que, muita das vezes, é prejudicado pela qualidade de transmissão do transceptor.
Se optar pela utilização da cápsula de eletreto, deve estar atendo ao nível (quantidade) de áudio na entrada do rádio, pois o eletreto é muito sensível, e normalmente capta até o som da TV no cômodo ao lado enquanto você fala ao microfone, mas fique atento, isso só é percebido com cápsulas de microfones novas, as cápsulas antigas captam esse som com menor legibilidade, a gente nota um ruído junto do áudio mas não consegue distingui-lo.

Pode parecer que isso não é importante, mas faça uma analogia: 
QRM alta + sinal fraco, áudio com pouca legibilidade e um caso de vida ou morte. 
E ai?

A cápsula de eletreto custa centavos, vale a pena trocá-la a cada 4 ou 5 anos. Lembre-se, é você quem pode estar em uma situação de emergência!


Pulo do gato: No caso da cápsula de eletreto, quando for comprar uma nova, tenha um multi-teses em mãos e verifique a impedância da cápsula. Pode variar entre 900 a 2k. Quanto maior o valor, mais sensível é a cápsula, logo, melhor ela é. 

Os microfones de eletreto são comuns em rádios de pequeno porte justamente porque a legibilidade do áudio é fundamental para a transmissão, já que a potência não é o forte desses transceptores. Ou seja, um áudio limpo e cristalino ajuda sim!

DINÂMICO:
As cápsulas dinâmicas são versáteis, e ao contrário das cápsulas de eletreto, não captam tantos ruídos no ambiente. Outra vantagem é a resistência, dificilmente travam a membrana com uma queda,  mas pode acontecer, enquanto a cápsula de eletreto pára de funcionar com pequenos impactos, ou mesmo com sons fortes próximos a ela. Em relação à qualidade, que seria captar com exatidão a voz de quem o utiliza, isso vai depender muito do modelo da cápsula. Se você deseja utilizar um microfone 100% fiel, deve escolher um microfone condensador, que utiliza capacitância ao invés de uma bobina eletromagnética (como no caso do microfone dinâmico) o som captado por um microfone condensador é mais fiel a voz original "para transceptores". Isto é, a cápsula dinâmica é boa sim, mas pode variar a frequência do som na entrada e o nível de sensibilidade. Isto é, pessoalmente, cara-a-cara, a sua voz será possivelmente diferente daquela voz transmitida via rádio. Lembre-se que essa legibilidade está atrelada ao transceptor, porque temos junto a esse áudio, radiofrequência - RF. Aqui não estamos tratando de áudio para estúdio de voz para shows, isso é outro universo.
  • Microfone condensador:


Das cápsulas comumente utilizadas, como mostra a foto abaixo, sempre enfatizei essa característica de alteração da voz justamente por conta da pouca sensibilidade do microfone ser um fator presente nos transceptores, motivo pelo qual vende-se tantos serviços, como a exemplo: AudioMax, TopGun Modulator, X-Treme Mod. Serviços de nosso laboratório que dão ênfase em áudio (AudioMax), ou áudio com potência (TopGun Modulator), ou áudio com potência extrema (Xtreme Mod).
  • Cápsula dinâmica de microfones padrão para Faixa do Cidadão:
  • E a impedância?
Por padrão, em cápsulas dinâmicas pode variar de 150 a 600 Ohms. Vale a mesma regra do eletreto, quanto maior o valor, mais sensível é a cápsula.
  • Sobre a sensibilidade da cápsula dinâmica:
Essa carência perceptível na sensibilidade das cápsulas dinâmicas utilizadas em transceptores, culminou em estudos, e posteriormente foi criada uma demanda específica, fazendo com que um déficit de áudio, isto é, um problema original, viesse a se transformar em um serviço de extrema competência e qualidade.
A partir dessa perspectiva, na estrutura do transceptor é agregado um circuito, ou circuitos, que interpretam esse pouco áudio, aproveitam essa parca quantidade de sinal na entrada do transceptor e transformam esse pouco em muito, sem a presença de ruído externo junto a sua voz, comuns em eletreto, adicionando radiofrequência em quantidade, e auxiliando seus contatos, sejam eles à curta, ou mesmo a longa distância. Fato é, que um equipamento quando bem trabalhado, te possibilita falar ao microfone com conforto, sem precisar gritar, e você chega do outro lado do mundo como se estivesse falando com uma pessoa exatamente do seu lado. Se o seu rádio já tem o TopGun Modulator ou o AudioMax, você sabe muito bem do que está sendo dito, mas se o seu rádio não tem esses serviços, seria o momento ideal para apreciá-los.
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PXJF a 22 anos resolvendo problemas em seu rádio PX
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TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É normal a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso o conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

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Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento - limitadores de áudio. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento, mantenha intacto o ALC, ou solicite que seja feito por um técnico que tenha posse de instrumentação, como analisador de espectro, e "que saiba usar". Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível! Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento, lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas não estar ressonando corretamente. Desta forma, não adianta ter rádio potente se o restante da Estação está aquém.

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua Estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadores o chamaram para tomar um café e o conhecer, e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordial, e JAMAIS se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal e denuncie.

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