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sexta-feira, janeiro 03, 2014

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A história de Carlos e seu rádio PX (3º parte)


... percebe que parte dos moradores do lugarejo disputava espaço na pista. Os carros se amontoavam, parecia que um iria passar por cima do outro.
A manada à frente de Carlos estava ocupando a estreita pista por um perímetro de 40 metros aproximadamente, e foi então que ele percebeu que no lado direito da pista havia uma entrada, uma porteira aberta de Fazenda que aparentemente estava abandonada, e decidiu entrar, mas não tomou essa decisão sozinho, alguns carros entraram na fazenda como quem segue o fluxo daquele que sabe o que está fazendo.
Quando entrou no terreno deu de cara com um rapaz de aparência calma, que estudava o mapa topográfico da área esticado por pedaços de bambu. Se tratava do geógrafo Diego Pedrosa, estudioso, e o interpelou dizendo:
-Rapaz, o que faz com esse mapa esticado no chão, não está vendo o temporal que está chegando?
Diego Pedrosa respondeu calmamente.
-Estou procurando uma saída segura. Logo a frente essa pista tem o nível que fica abaixo do rio, e assim que passar a ponte do brejo, a pista desce, não adianta desesperar, e com certeza todos que estiverem neste trecho serão levados pelas águas. Creio que o caminho seja naquela direção, ao norte, e a pé, é uma trilha que vou fazer. Deixe seu carro acima do nível do pé de laranja, e conte com a sorte.

Carlos se sentiu novamente consternado.
-Como vou deixar um bem de valor, que nem é meu, abandonado em pleno matagal?
Diego Pedrosa respondeu com naturalidade.
-Se quiser, leve-o nas costas. Estou indo, caso queira me acompanhar. E vocês, que o acompanham, se quiserem, podem fazer o mesmo, basta deixar o carro naquela parte alta.

Carlos, já totalmente nervoso com a situação, decide colocar a Brasília branca que pegou emprestado de seu amigo Ricardo Ferron na parte mais alta da plantação de laranja, morrendo de medo que algo pudesse acontecer.
Do outro lado, o radio-operador continuava sua missão de encontrar soluções para o problema, e a chuva começava a fazer medo. Ventos fortes, muitos raios, e as bananeiras em volta da Serra balançavam como dançarinos de carnaval.
Em Santo Antônio da Boiada do Paraibuna o radio-operador Eduardo dos Passos, conhecido como Estação Lagarto, repassava as notícias que chegavam pela TV a todo instante, o que preocupava cada vez mais o radio-operador.
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O geógrafo Diego Pedrosa seguia na trilha que iria levá-los à parte mais alta da Serra, e quase a todo instante exigia que todos se baixassem, com os pés juntos, a fim de não receberem descargas provindas de raios. Ele sentia nos pelos dos braços quando uma descarga estava por vir.
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Rogério Luiz Canado não logrou sucesso ao contatar o Tiro de Guerra de sua pequena cidade, e decidiu procurar o amigo e Historiador Moacyr Röter Neto, pois juntos, com tantos anos de amizade via rádio PX, poderiam reunir um grupo de resgate, e foi atrás, determinado.
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Carlos estava cansado, na correria esqueceu seus documentos, óculos, e com isso, tudo que estava além de 5 metros ele enxergava embaçado, e reclamava bastante. Diego Pedrosa sempre seguindo em frente, numa trilha que construía na base do foice e braçadas. Em meio a pernilongos, a preocupação não era a ventania, tampouco a chuva, mas as descargas elétricas. Logo atrás, três casais de idosos plantadores de café, com a saúde e preparo físico de fazer inveja a qualquer rapaz de 15 anos.
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Moacyr Röter Neto de pronto aceitou o desafio, e junto com Rogério Canado foi...
(continua amanhã)
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→ TVi ↓

TVi é um dos problemas mais sérios que o radio-operador pode sofrer. Pensando nisso, aqui vai algumas dicas seguras sobre como evitar este problema.

1º Cabo: Tem gente que acha que é só soldar o fio no conector e está tudo certo. Ledo engano!

Antes de soldar o conector, certifique-se que a malha esteja totalmente prateada, brilhando. Caso não esteja, substitua o cabo, ele está oxidado. "É a ação do tempo".

2º Conector: Verifique a qualidade do conector no ato da compra, e caso seu conector esteja a anos sendo utilizado (ou guardado), passe uma lixa fina por dentro no local onde encaixa a malha. Não deve haver nenhum tipo de sujeira ou sinal de oxidação.

3º Conector fêmea do rádio: Utilize uma chave de estria tamanho 19 e aperte a porca. Mal contato é um problema sério. Verifique a solda interna após o reaperto.

4º Não utilize antena tipo 5/8 caseira entre prédios e condomínios que estejam em locais mais altos que sua estação à distâncias menores de 10 metros. Lembre-se que a antena 5/8 irradia em ângulo reto, e a antena de tv do vizinho pode ser aquele famoso "bombrill".

Escolha sempre antena 5/8 industrial. Se for caseira utilize 1/4 de onda, pois seu lóbulo de irradiação aponta a ionosfera, ao invés do horizonte, como no caso da 5/8.

5º Não abra o ALC do equipamento. O ALC libera espúrios. Ao abrir potência do equipamento mantenha a proteção ALC. Da mesma forma que fazemos em nosso laboratório. Isso é imprescindível. Abrir ou aumentar potência não tem nada a ver com liberar ALC. Isso é para incompetentes e palitadores. Se abrir a potência do equipamento lembre-se de deixar o ALC atuando.

6º Estacionária: Nunca se esqueça que estacionária baixa não tem nada a ver com ressonância. A antena pode estar com roe ótima em determinado local, mas ressonar lá na casa do...

7º Identificar o "plano terra": Plano terra não tem nada a ver com antena plano terra. Você deve saber onde é o plano terra de sua estação, e o mesmo não tem nada a ver com o solo. Descobrindo o plano terra, a partir dele você saberá qual é a altura ideal para sua antena. Respeitando esta regra, além do rendimento otimizado de sua Estação, jamais correrá riscos de TVi. Dúvidas?

Consulte-nos.

→ Power RF Aprenda ↓

Como saber a potência correta sem ser enganado?

Primeiro, pesquise sobre o DATASHEET do transistor do seu rádio, leia a respeito, verifique a potência máxima levando em consideração a voltagem do transistor. A base de cálculo é a fonte de alimentação, então o parâmetro é 13,8 volts.

Se apresenta 8A de consumo em amperímetro digital "com congelamento de pico máximo", basta multiplicar 13,8v por 8A e o resultado dividir por 2.66, eis a potência correta, que são 41,5 watts de envelope - PEP. Em miúdos, no assovio tem que dar 41,5 watts, e na modulação 60% por conta do péssimo modulador original, então restam quase 25 watts de modulação real. Viu porque não adianta palitar? Girar ou abrir posição de trimpot apenas gera mais calor, e calor é igual a perda. Quanto mais se aquece o transistor, mais fecha a entrada de gate quando aquecido, e por isso você precisa alterar alguns componentes na saída, porque eles impedem o rendimento da potência final (isso só serve para rádios PX).

Um rádio na atualidade - 2015 - original apresenta 20w PEP SSB em média, então você tem 13,8v X 4A de consumo, que é = 55.2w Dividido por 2.66 = 20,75w efetivos. Ou seja, fonte de 5A para esse rádio original toca com folga.

Rádios com upgrade apresentam consumo entre 12A e 16A "em média" para mais, então você tem 13,8v X 12A = 165,6W em calor (em perda) divididos por 2,66 = +- 60w que representa o % aproveitável, e em média máxima "para 13,8v". Com voltagens DC to DC na alimentação, essa potência pode ultrapassar os 100 watts aproveitáveis, mas não há área de dissipação, então não recomendo. A bem da verdade, eu literalmente pago para ver alguém conseguir reproduzir o sistema que patenteamos, DC to DC.

Se utilizar bateria de 12v, o consumo em amperagem é maior. Quanto maior a voltagem, menor consumo em amperagem, quanto menor voltagem, maior consumo em amperagem.

By: Lei de Ohm.

Medições fora deste parâmetro são equivocadas.

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→ Dica de Segurança

A vantagem do Rádio na estrada, além da possibilidade de fazer grandes amigos, é saber o que está acontecendo lá na frente. Um possível deslizamento, bloqueio de pista, uma possível blitz falsa, assaltos, áreas perigosas, carros suspeitos e acidentes. Na verdade, o operador da Faixa do Cidadão precisa de muita malícia, porque em todo lugar haverá maldade e oportunismo. Já houve caso de amigo que quase foi morto em emboscada armada através de convites feitos na própria faixa. Pessoas que se passaram por radio-operadsores o chamaram para tomar um café e o mesmo foi, sem maldade nenhuma, mas estavam na verdade de olho em sua carga de remédios, relata João, Estação Cachorro Louco (Juiz de Fora MG). Portanto amigos, é possível sim fazer do rádio um ambiente saudável e seguro, basta denunciar quaisquer irregularidades e ficar atentos a desvios de conduta. Aproveite e faça sua parte, seja cordeal, e não se misture com radio-operadores que desrespeitam a faixa utilizado linguajar de baixo calão. Em caso de problemas, procure um posto da Polícia Rodoviária Estadual/Federal.

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